Todo ato individual discursivo possui um campo de influência discursiva (CID). Este campo de influência discursiva pode ser analiticamente posto em um continuum cujos extremos são os níveis máximo e mínimo de consciência e de controle. A esfera do controle e da consciência diz respeito aos elementos do ato discursivo que, de alguma forma, podem ser conscientemente controlados pelo indivíduo que o realiza. Estes elementos dizem respeito 1) ao(s) interlocutor(es) - ou, dito de outro modo, público-alvo; 2) ao espaço material em que há o registro escrito ou a produção oral do ato - sem que sejam deixados de lado ainda os componentes não discursivos que caracterizem este ato; 3) à coerência do texto em si e possíveis vinculações com componentes não discursivos.
Se nos apropriarmos novamente do quadro proposto por Jakobson, podemos dizer que há um certo feixe de liberdade individual na escolha do receptor, do canal, do código, do contexto e da mensagem. É preciso tornar claro que destacamos neste momento a agência individual em função dos constrangimentos estruturais; sejam eles nos níveis da língua, das instituições, da psique, etc. Reafirmamos aqui a função teleológica e consciente do ato. Trata-se neste momento de pensarmos o sujeito não exclusivamente como ato ou efeito, mas como componente de um processo de agência consciente e histórica, ainda que determinado. Apresenta-se, portanto, um horizonte de análise das formas de atuação subjetiva (não idealizadas).
Neste sentido, minha proposta de estudo tem por objetivo explorar a noção de agência que, nos Estudos do Discurso, costuma receber pouco destaque. Em primeiro lugar, para situarmos o indivíduo como sendo o porta voz de formas de reprodução social, tanto a nível simbólico quanto a nível não-simbólico; podendo lhe ser assim imputada a devida responsabilidade discursiva dada sua agência na manutenção de um determinado estado de coisas. Por outro lado, destaca-se esta mesma agência, mas desta vez vinculada a formas de contestação e de desconstrução deste determinado estado de coisas. Abstemo-nos assim de esfacelarmos o papel de sujeito histórico - que é devido a cada um de nós - em nome de estruturas incorruptíveis; do contrário nos restaria tão somente, na insensatez conformista, assinarmos os documentos que sancionam o fim da história - nos esquecendo, como dirá Pêcheux, que "não há ritual sem falhas". Tratemos agora do extremo do não controle e que escapa à função teleológica. A ele dizem respeito os consumos futuros de um ato discursivo e que não podem ser integralmente previstos pelo indivíduo.
Se nos apropriarmos novamente do quadro proposto por Jakobson, podemos dizer que há um certo feixe de liberdade individual na escolha do receptor, do canal, do código, do contexto e da mensagem. É preciso tornar claro que destacamos neste momento a agência individual em função dos constrangimentos estruturais; sejam eles nos níveis da língua, das instituições, da psique, etc. Reafirmamos aqui a função teleológica e consciente do ato. Trata-se neste momento de pensarmos o sujeito não exclusivamente como ato ou efeito, mas como componente de um processo de agência consciente e histórica, ainda que determinado. Apresenta-se, portanto, um horizonte de análise das formas de atuação subjetiva (não idealizadas).
Neste sentido, minha proposta de estudo tem por objetivo explorar a noção de agência que, nos Estudos do Discurso, costuma receber pouco destaque. Em primeiro lugar, para situarmos o indivíduo como sendo o porta voz de formas de reprodução social, tanto a nível simbólico quanto a nível não-simbólico; podendo lhe ser assim imputada a devida responsabilidade discursiva dada sua agência na manutenção de um determinado estado de coisas. Por outro lado, destaca-se esta mesma agência, mas desta vez vinculada a formas de contestação e de desconstrução deste determinado estado de coisas. Abstemo-nos assim de esfacelarmos o papel de sujeito histórico - que é devido a cada um de nós - em nome de estruturas incorruptíveis; do contrário nos restaria tão somente, na insensatez conformista, assinarmos os documentos que sancionam o fim da história - nos esquecendo, como dirá Pêcheux, que "não há ritual sem falhas". Tratemos agora do extremo do não controle e que escapa à função teleológica. A ele dizem respeito os consumos futuros de um ato discursivo e que não podem ser integralmente previstos pelo indivíduo.